25 de fevereiro de 2010

Nossa alcunha é rock and roll

                                                                                             

Antônio Malária, no vocal da Little Big

O nome desta página nos remete ao orgulho de ser nortista. O título foi inspirado em uma música da saudosa banda amapaense Little Big.

Da segunda metade dos anos 90 até meados de 2003, uma banda agitava o rock and roll em Macapá, a Little Big. Sua primeira formação foi Antônio Malária no vocal, Ronaldo Macarrão, Tibúrcio na guitarra e Zico na bateria. Todos skatistas. A banda quase acaba com a saída de Tibúrcio, Patrick Oliveira (hoje na stereovitrola) assumiu este posto de forma brilhante. Houve um rodízio na cozinha da Little, mas quem emplacou mesmo foi o Mário.

A Little foi a banda de garagem mais duradoura e badalada daquela época (onde a Little tocava, era casa cheia). Eles tocavam o punk, indie, hardcore e manguebeat. Chegaram a desenvolver um som próprio, com composições do Antônio Malária, um flerte com o Batuque e Marabaixo, misturado ao rock.

A banda ganhou força com a percussão nervosa de Guiga e Marlon Bulhosa. Inspirados, chegaram ao topo do underground amapaense com as canções “Baseados em si”, “São Jose”, “Beira mar” e “Lamento do Rio”. Música amapaense, um dos meus trechos preferidos era: “Eu sou do Norte, por isso camarada, não vem forte”.


A banda embalou festas marcantes do nosso rock, teve seus anos de sucesso pelas quadras de escolas, praças, pista de skate, bares e residências de Macapá. Um rock em estado bruto, sem muitos recursos tecnológicos ou pedaleiras sofisticadas. Aqueles caras agitavam qualquer festa, quem foi ao Mosaico, African Bar, Expofeiras, Bar Lokau, festas no Trem Desportivo Clube e Sede dos Escoteiros sabe que do que falo.

Vários fatores deram fim a Little Big, como desentendimentos internos e intervenção familiar. Eu, apesar de ser amigo dos caras nunca soube o motivo real. Eles ão estouraram porque não tiraram os pés da garagem, ficou um gostinho de quero mais, deixando uma legião de órfãos que gostavam de seu talento, irreverência, performances de palco do Antônio, do carisma do Ronaldo e do talento de do instrumentista Patrick.

A Little Big tocava, como a maioria, por prazer e diversão em uma época que nós íamos para o “piseiro” e era só isso que importava naquele momento. 


Elton Tavares

5 comentários:

Liquidificadoido disse...

A Little Big tocava, como a maioria, por prazer e diversão em uma época que nós íamos para o “piseiro” e era só isso que importava naquele momento.

Participei de muitos desses piseiros. Um memorável foi no AVT, a Little Big tocou e tinha muita gente andando de sk8 no salão.

Mas eu continuo com muito prazer e me divertindo muito com tudo na atualidade mesmo.
A que se refere o saudosismo?

Liquidificadoido disse...

Ah, mas o melhor foi num Sindicato que fica próximo ao Shopping Macapá. Os vizinhos jogaram bombas, uma caiu na minha cabeça e eu pensei que era um bicho. Bati na bomba e ela estourou na minha frente. Depois a polícia chegou e os punks queriam quebrar o carro, mas não tiveram essa coragem. Eu tinha 13 anos.

Beliza Alfaia disse...

Nossa que saudades da Litle Big...lembro das rockadas que aconteciam na frente do Trapiche. Naquela época a Litle Big divia palco com a Drops Heroína rsrrsrs
Nunca vou esquecer o estilo manguebeat com batuques e marabaixos... tem uma trecho de música que ñ esqueço jamais pois todos entoavam junto com kras..."São José da Beira Mar...Protegei meu Macapá". Véio eu tinha 16 anos e só andava largada pelas rockadas...quem diria!

Felipe Façanha disse...

Pow eu não lembro disso por não morava aqui, só ouço falar nessas bandas... essa época eu era ribeirinho em Oiapoque fica na beira do rio escutando Sepultura, Slayer, Pantera, Iron Maiden, Led... e por ai vai... até vim pra Macapá com 17 anos, mas preferi sacar o movimento do Metal q era muito foda... e ainda vai ser...

Camila Karina disse...

Felipe, uma pena você nao ter conhecido a little big, velhos e bons tempos!