6 de maio de 2011

Abrem-se as cortinas

Uma banda visceral e outra técnica . Essa foi a combinação que a Mosaico Lounge Rock usou para animar a noite de quinta feira (5). O blog Eu Sou do Norte estava presente, representado pelas Camilas (eu e a Karina), e a Hellen Cortezolli.

Abrem-se as cortinas

A Godzilla, que acaba de chegar de uma série de apresentações na Paraíba mostrou a pegada grunge que a consagrou no circuito do rock amapaense. As explosões e dancinhas pélvicas do Raoni estão cada vez mais imprevisíveis e charmosas, o Andrew não se conteve em ocupar só o espaça do palco, saltou para o público e tocou a guitarra junto com a galera. E o que dizer da Sandra atirando pro murro e pro pisão uma camiseta com o nome da banda? Isso mesmo, rolou até distribuição brindes!

A banda encerrou sua apresentação cantando as clássicas: “Para o meu amor que se foi”, “29 vezes” e “Oi, eu sou seu”. Pra quem gosta de pirar, a apresentação da Godzilla definitivamente trouxe ao Mosaico Lounge Rock a aura de “rockada” que ainda faltava para acalorar a casa.



Fecham-se as cortinas

Sim! Cortinas! A novidade da noite foi a instalação de cortinas que se fecham no palco entre um e outro show, para preservar os músicos enquanto ajustam seu equipamento. Uma observação valiosíssima da parte da produção da festa. Isso reflete organização, prestígio, respeito para com as bandas, com o público, além do quê de glamour das grandes casas de show.



Abrem-se novamente as cortinas

The Hides em cena, sinal de repertório variado e cover bem executado. Depois de tropeçar tocando de início uma daquelas canções coca-cola, os rapazes mandaram duas lindas canções do Metallica, que me fizeram lembrar do meu tempo de escola, e isso foi muito legal. O inglês impecável do Henrique nos faz ter o prazer de ouvir as canções de forma completa, sem precisar se estressar com a embromação do vocal. Destaque também para as inserções fidelíssimas do guitarrista Daniel.

A qualidade da banda é inquestionável, eles fazem o que se dispõe a fazer com excelência, isso é fato. Daí serem uma das bandas mais respeitadas da cidade. O caso é que na onda do “vocês pedem, nós tocamos”, a vontade dos gritos, que depois viram clamores do público na esperança de ouvir determinadas músicas, acaba por não ser atendida. Em uma nuvem de gritos por Muse, Ramones, Angra, Iron Maden e afins, a banda me sai com Learn to fly, do Foo Figters! Pô! Não ouvi ninguém gritando “toca Foo Figters!”.

Outra dica pra The Hides é a de, quem sabe, nos surpreender na próxima apresentação com alguma canção própria. Conheço o cenário alternativo da cidade, e tenho a absoluta certeza de que quando a The Hides começar a levar som autoral também, ninguém mais segura os caras.


No mais, a noite foi muito divertida, como tem sido todas as noites no Mosaico Lounge Rock. As instalações da Nova Mosaico são agradabilíssimas, e a estrutura de som é de alta qualidade. Uma excelente pedida pra quem curte boa música e bons ambientes. Só se esforcem para chegar no horário, para que a noite possa ser aproveitada ao máximo por todos. Just it.


E... aguardem na próxima quinta feira, 12, a atração nacional e internacional: Kiko Loureiro, guitarrista e compositor do Angra!Ele estará na boate curtindo o som, posando para fotos e cumprimentando os frequentadores da casa. Será imperdível!


P.S.: Aliás, o blog fará uma entrevista exclusiva com o Kiko. Então, se você quer fazer uma pergunta bem bacana pro cara e de quebra ganhar uma camisa do blog autografada por ele, clique aqui.



Fecham-se as cortinas.



Por: Camila Ramos

4 comentários:

Smith disse...

No fim das contas contas foi bacana, não podemos deixar de prestigiar gente e lugares que propagam o rock de Macapá. Godzilla é definitivamente umas das melhores do estado, dá sempre conta do recado, já the Hides me deu sono, também acho que os caras deveriam experimentar a autoria de seu som, tocam e cantam bem, gosto de covers, mas em outras circunstâncias, pagar pra entrar num Lounge Rock pra ouvir smiths e afins me desanima. O som me incomodou um pouco, coisa de equalização e calibragem, não basta apenas ser alto, mas como disse antes, no fim das contas foi bacana.

Paulozab disse...

Eu queria ter uma prima assim...

Camila Karina disse...

Camis, resenha porrada! Apoiada nas dicas pra The Rides!

Raoni Holanda disse...

valeu pela resenha. a noite foi foda mesmo e eu já to louco pra tocar lá de novo!