14 de julho de 2013

Feliz aniversário, rock´n roll


Segundo a Wikipédia, no dia 13 de julho de 1985, o patético cantor Phil Collins ao participar de um evento chamado Live Aid expressou publicamente a vontade de que aquela data fosse conhecida posteriormente como dia mundial do rock. O capitalismo aceitou de bom grado mais aquela data especial. Os roqueiros do mundo inteiro também, mas isso não faz muita diferença.

Macapá também comemora a data. Há um ano, o evento foi organizado pelo movimento Liberdade ao Rock e Sonora Produções. Foram três dias de evento. O primeiro ocorreu na praça da bandeira. Praticamente organizado e conduzido pelo Liberdade, o evento ocorreu sem maiores problemas, apesar das pequenas lutas envolvendo roqueiros que, infelizmente, os organizadores não tem como prever. O segundo dia foi marcado por uma grande chuva que simplesmente impossibilitou o evento de continuar. Dessa forma, o evento teve um terceiro dia, onde foi apresentada a inexpressiva banda Dr Sin.

Um ano depois, os grupos anunciaram a parceria novamente. As bandas interessadas em tocar no grandioso evento deveriam se inscrever em um documento virtual e deviam possuir alguns outros requisitos como tempo de atuação, participação na “cena local” e outras coisas. Acabou que, em um belo dia de sol, o Liberdade ao Rock e a Sonora produções romperam a parceria e cada um teria que realizar o seu próprio evento. E eles fizeram. No mesmo dia, horário, praça e dois palcos.

O Liberdade ao rock manteve a estrutura de sempre e utilizou o palanque da Praça da Bandeira para a apresentação das bandas. O mesmo valeu para o critério de escolha de bandas. Para quem não sabe as bandas interessadas em tocar no movimento, precisam apenas frequentar as reuniões e obedecer a um rodízio. Dessa forma, todas as bandas irão ter a oportunidade de tocar um dia. Da tradicional novaordem até a caricata Morrigam.

O palco da sonora produções possuía uma estrutura bem superior em relação ao palco do liberdade. Além da grande estrutura, havia também banheiros públicos e uma gigantesca bandeira indicando que aquilo tudo foi conseguido por uma generosa Prefeitura de Macapá preocupada em divertir o seu público roqueiro. O mesmo vale para os policiais que estavam patrulhando a praça com bastante afinco. Coisa que não acontece nos dias normais de evento do Liberdade ao Rock na praça.

Para conciliar as atrações dos dois palcos sem ruídos, foi estabelecido um sistema de alternância entre os dois palcos que era anunciado constantemente por uma interação bastante imbecil entre os dois apresentadores. O público, para acompanhar as atrações dos dois palcos, devia ter o mesmo comportamento de uma bola de Ping Pong e se acostumar a ser arremessado de um lado para o outro de uma praça que nem é tão grande assim. O esquema parece não ter dado muito certo. No fim do evento, muitas bandas que iam tocar no “palco liberdade” exibiam a sua indignação por não terem tido a oportunidade de mostrar o seu trabalho. A chuva pode ter contribuído bastante, mas o fato é que colocar vinte bandas para tocar em uma única noite é uma péssima ideia para as bandas e para quem acompanha.

O resto do evento aconteceu sem grandes problemas. Os pequenos focos de desentendimentos entre roqueiros embriagados eram rapidamente subjugados pela enérgica guarda municipal, que se preocupou também em recolher todas as garrafas de vidro que poderiam se tornar futuros gargalos degoladores. Do número
esmagador de bandas, poucas se destacaram na redundância. A banda Hidrah se destaca bastante pelo carisma da sua vocalista, a Amatribo empolgou bastante um público bastante alcoolizado e a polícia encerrou sabiamente a apresentação da banda Morrigam que parece uma deliciosa piada contada por satanás.


A verdade é que ambos os eventos poderiam ser melhores se fossem realizados em dias diferentes. Dois palcos e dois eventos na mesma praça não mostram intenção de divertir o público, pelo contrário, sugerem segregação, ego inchado e megalomania. Mas o que eu ou público acha tem pouco importância. Faz muito tempo que perdemos a capacidade de escolher o que deve nos divertir. Outros fazem isso. Só nos resta bater cabeça e relinchar.

Por Igor Reale - colaborador especial

5 comentários:

Anônimo disse...

Segundo a Wikipédia? Que Ótima fonte de informação! O capitalismo com certeza aceitou de bom grado, pois todo mundo compra presente no dia mundial do rock.

_RicMtll disse...

Pelo que li, tu não conhece a diversidade que existe no rock... Então não expresse sua opnião a algo que tu pouco conhece.

Anônimo disse...

Ótima resenha.

Elton Tavares disse...

Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha.

Unknown disse...

Esse Igor Reale...rsrsrsrsr