24 de abril de 2010

Teia de música boa, mas “com moscas”

A noite de ontem (23), no Teatro das Bacabeiras, foi muito fora dos padrões que estamos acostumados (quem dera se fosse sempre assim), com variedades no âmbito cultural: música, teatro, artesanato, dança e muitas pessoas curiosas.
É fato, isso não é um costume por aqui, então as pessoas que esperavam aquele som de aparelhagem ou aquela gritaria com a voz em alta rotatividade foram logo para casa. Para minha surpresa, e de muitos, o Teatro estava lotado. Muitos do lado de fora curtindo a galera do hip hop, sempre muito esforçada para dar o melhor ao público, até mesmo quando o som parou de funcionar, os caras não desanimaram.

Na parte interna, outro choque, cadeiras lotadas. Imaginei que algo estranho aconteceu em Macapá, uma comoção para algo que realmente valia à pena, os estudantes souberam da programação e realmente foram prestigiar. Ledo Engano. Bastou o fim dos pronunciamentos das autoridades responsáveis pelo evento, pude presenciar a “fúria vermelha”. Uma cambada de gente de uniforme vermelho saindo fora o mais rápido possível.
Ok, começaram os shows. As peças não pude assistir, nem o grupo de dança, mas pela reação do público que ainda continuou por lá, creio que tenha sido bom. O ponto alto da noite sem dúvida foram as apresentações de Beto Oscar e Banda e o Grupo Senzalas. Fazia tempo que não acontecia a mágica em relação aos músicos daqui. Sei que tem muita gente boa, mas esses dois que citei, eu recomendo ferrenhamente.
Patrícia Bastos fechou a noite, mas sai antes que ela terminasse a apresentação. Que sinceramente, não me prendeu muito. Mas o que eu gostaria de repetir é que, antes do show do grupo Senzalas aconteceu outra “fúria azul”, outra levada de gente com uniformes azuis indo embora. 
Mas quando os apresentadores agradeceram as faculdades e escolas por terem “convidado” os seus alunos, entendi o porquê da lotação chocante no teatro. A tarefa dos alunos era  um relatório sobre o evento para a próxima segunda-feira (26), valendo presença e nota.
Tudo bem, quem não passou por isso um dia? O fato é que, se tratando de um projeto desse porte, o triste é perceber que a qualidade cultural não conquista a maioria do público amapaense. E essas mesmas pessoas continuam na sua zona de conforto reclamando que não acontece nada em Macapá.


Camila Karina

Um comentário:

Mary Paes disse...

Eu cheguei no teatro lah pelas 8 e 30 da noite... keria ter ido antes, mas sabe né, sou uma escrava das imposições sociais capitalistas... rsrs... estava trabalhando!
Vi um pouco do hip hop. Galerinha fazendo bonito na frente do teatro!! Gosto mto, mas gosto mto mais e senti falta da galera do rap aki de Macapá, como o Relatos de Rua ali do buritizal (tem gente ruim tbm nessa área, mas a maioria é bacana). Voltando para a teia, sem me prender, é claro!!! Gostei d+ do grupo Senzalas!!! É contagiante o som dos caras!!! Um instrumental que dá gosto de ver e ouvir!!!
Mas, por outro, lado fikei meio decepcionada!! Acho que o evento merecia mais!!! Os grupos de dança que se apresentaram dentro do teatro, fizeram suas apresentações num palco sem nenhum cenário... totalmente cru e sem vida!!! Meu Deus!!! Era o momento de fazer algo diferente, que estimulasse o público a viajar nos espetáculos!! Oh dó!!! Pra completar, a trilha sonora dos grupos de dança estava mal sincronizado, como se a caixa de som tivesse estourada!!! Um horror!!! Ahhh!!! Falando do cerimonial... Ainda tenho pra dizer que tem pessoas que representam mto mal as artes no estado do Amapá... Além de não saberem se expressar direito, por alguns momentos achei que estivesse "prestigiando" um comício de tanto ouvir puxação de saco!!! No mais, os artistas estão mesmo de parabéns!!! São heróis, pode-se dizer assim!!!! Sorry, se ofendi alguém!!!