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11 de janeiro de 2012

À mesa - Churrasco da Tia Coló

A 15 anos estacionado na avenida Clodóvio Coelho (entre as ruas Hamilton Silva e Leopoldo Machado) encontra-se ainda um dos mais saborosos espetinhos da cidade. 

A primeira vista a “rua das garagens” tira a paciência de quem deseja estacionar próximo ao local, pois todas as casas ao redor parecem colecionar pelo menos duas. Até a churrascaria citada funciona nas duas amplas garagens da casa de Tia Coló, mas abrigam bem durante as chuvas do inicio do ano.

O atendimento em dia de semana não demora mais que 5 minutos, diferente de períodos de final de semana quando o atendimento se perde em meio a tanta gente e leva em média de 10 a 15minutos para a garçonete visualizar os sinais de fumaça lançados de algumas mesas. Detalhe: uma vez atendido, o cliente não goza de atenção não, então paciência, pois a tortura vale a pena quando a refeição chega.
O preço a primeira vista assusta e é salgadinho, R$10 por espetinho, mas logo é compensado e explicado pela copiosa porção servida à mesa, é até afronta chamar de espetinho. Destaque para o acompanhamento, sempre com o mesmo gosto faça chuva ou faça sol e para o molho vinagrete personalizado com maionese, o único servido assim em toda a cidade (que eu saiba). O suculento e molhado churrasco pode ser acompanhado por refri, cerveja bem geladinha ou um suco bem natural.

O local é bem tradicional com direito a TV ligada direto na TV Globo e nada de música para não atrapalhar a novela (perfeito para acompanhar o jantar) . Também é bem iluminado e conta com banheiro bem amigável e de fácil acesso.

O chato é que apesar de já debutar no comércio amapaense a empresa não aceita modernidades como cartão de débito ou crédito, então tudo no final é pago no cash, afinal a maioria dos espetinhos também funciona assim, com a diferença de que a higiene encontra abrigo no lugar. Outra dica para quem vai visitar a casa é não aparecer por lá de camisa vermelha lisa, pois este é o uniforme da casa e já sabe... no desespero da fome você pode ser facilmente confundido com o garçom ou garçonete que insiste em passar longe de algumas mesas.


 Tirando alguns “pormenores” no atendimento, continuo indicando a visita ao Churrasco da Tia Coló, afinal um espetinho vendido a 15 anos no mesmo lugar, só pode ter alguma coisa de especial para estar tanto tempo lotando a casa, não acha? Bem me despeço por aqui, relembrando que na próxima quarta-feira estaremos “À Mesa” de novo. Até!



Beliza Alfaia

A Economia do Contracheque “À Mesa”



Há anos é a mesma coisa. Chega meio do mês e a cidade de Macapá fica meio... parada.

Essa situação já foi explicada diversas vezes pelos meios de comunicação e explorada ao extremo pela mídia amapaense. O professor e economista, Charles Chelala, deu até um apelido bem bonitinho para o culpado desta situação: a Economia do Contracheque.

No meio do mês, as atividades culturais ficam escassas, bares e boates não fazem nada de especial, raramente tem teatro em algum lugar e shows então nem se fale. Sempre marcamos tudo para o final do mês: do pagamento das contas, passando pela birita com os amigos até chegar ao passeio com os filhos. Fica tudo para o fim do mês quando sai o pagamento do estado.

É fato: vivemos da economia do contracheque e isso provoca uma reação em cadeia irreversível. A verdade é que no meio do mês, não só as empresas (menos o Haras que tá sempre lotado), mas também os apreciadores da vida cultural sofrem um dobrado enquanto o pagamento do estado não cai na conta.

Só tem uma coisa que nós amapaenses não dispensamos e sempre sobra uma graninha pra fazer: comer e beber fora de casa. E assim vive Macapá, minada de bares e restaurantes. Todo dia nasce um novo (o problema é que não duram e isso ainda é inexplicável).

Pensando nisso decidi compartilhar aqui alguns lugares que sinceramente “acho” que valem uma visita e lugares que infelizmente não vale nem a pena passar na calçada. 

Digo isso por ter fama de barraqueira quando se trata do meu estômago+dinheiro, então sirvo esta audácia a vocês, pois amigos nortistas, ainda existem empresas que acham que o consumidor é quem deve se adaptar ao seu entendimento e não atendimento, o que considero um absurdo. Então toda quarta-feira, começando por hoje, postarei aqui alguma experiência gastronômica no especial “À Mesa” e espero poder contar com as vossas opiniões.

 Bom Apetite!


Beliza Alfaia

6 de janeiro de 2012

Guia Bares & Botecos - Bar du Pedro

BAR DU PEDRO

Buenas leitores! Há tempos venho embarcando e desbravando os confins butecais de Macapá, e por ser um fã inveterado da combinação: cervejinha gelada + petisco barato + som não ensurdecedor, inicio nesse post uma coluna quinzenal indicando bares & botecos massas pra quem é apreciador de locais com um ar amarelo-manguístico-macapaense. 


O primeirão, tanto por antigüidade quanto por merecimento, é o Bar du Pedro. O bar fica no Mercado Central, de cara com a Fortaleza de São José, o que já garante um visual bem especial para quem quer relaxar no final de tarde e prolongar noite adentro. O bar em si é cheio de antigüidades, fotos e penduricalhos que já garantem uma breve viagem pela história de Macapá. Cerveja gelada, com preço dos melhores (é a Bohemia gelada mais barata que já encontrei), além de ter bem pertinho os espetinhos mais cobiçados da cidade, garantindo comes e bebes por toda a noite.

Por ser um bar bem tradicional (o mais antigo de Macapá), é freqüentado pela turma da velha guarda, o que garante a ausência de carros barulhentos dos playba, sons ensurdecedores das bandas que inviabilizam a boa conversa e raramente está lotado sem mesas. O horário de funcionamento geralmente é bem regrado, de segunda a quinta fecha entre 22h e 23h (chorando um pouco se ganha uma meia horinha), sexta e fim de semana prolonga mais. E caso feche cedo e ainda role uma vontade de dar uma esticada, o que não faltam são botecos anexos que fecham bem mais tarde (mas com cervejas não tão geladas).

É isso pueblo, em breve retorno com mais indicações de outros lugares legais para bater um bom papo etílico.


Até depois!


Graciliano Galdino