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11 de abril de 2013

Coluna Fotoartista

Fotografia como herança: assim resume-se o fator que levou o fotógrafo paraense Aog Lima da Rocha a registrar cada cenário, o Fotoartista da vez na nossa coluna.

O Fotoartista, Aog Lima da Rocha


Como bem explica, Aog sua relação com a fotografia iniciou porque seu pai tinha um estúdio: “Meu pai tinha um estúdio fotográfico em casa, enquanto outras crianças brincavam de carrinho, eu brincava de laboratório fotográfico”.

 O convívio com a fotografia e o talento para as artes plásticas influenciaram o fotógrafo diretamente. Em suas fotografias há traços antropológicos, como muitos admiradores do trabalho de Aog costumam comentar e ele também: “Me disseram que tenho um pouco de antropológico, portanto me identifico com o cotidiano, o ir e vir das pessoas”, explica.

 
Fotos com características antropológicas fazem estão incluídas no olhar do artista

Além da temática cotidiana, o fotógrafo também possui um vasto repertório em P&B, por causar-lhe um certo fascínio, sempre que pode seus registros soa feitos em preto e branco. O que não exclui outras experimentações.

A técnica P&B exerce um certo fascínio no fotógrafo

O fotógrafo e a história

“Os fatos ocorridos em nossas vidas, nossa história ficam gravados na memória de cada um de nós, mas com o passar dos tempos os textos criam um subtexto e cria-se um novo contexto. O registro fotográfico é o que vai contar no futuro o que e como realmente aconteceu, essa é a fundamental importância do profissional fotográfico”, assim ressalta o fotógrafo sobre a importância deste profissional que resgata, registra e revela a história da humanidade.

"Eu faço muitas experimentações também, principalmente com imagens da natureza", relata Aog.



Mais do fotógrafo:

Blog: Aog Rocha
 
 

7 de março de 2012

Criativas criaturas

Aqui no norte, artistas e designers vêm conquistando aos poucos seu espaço, e estaremos aqui no blog Eu sou do norte, para falar um pouco destes artistas e designer's na coluna Criativas criaturas, toda semana. Bem apropriado, não é? Sendo assim, vamos apresentar a vocês o mundo de quem prefere ganhar a vida usando bastante o lado direito do cérebro. O objetivo é expor o pessoal que faz diferença por onde passa com suas ideias. São indivíduos bem criativos (cheios de estilo) revelando por meio de formas e cores que são bons naquilo que fazem. 

Quem estréia nossa coluna é o Rogério Araújo; estudante de design que já fez muita arte nessa vida (literalmente).

Breve história:


Nasceu em outubro de 1979 na cidade de Monte Dourado no Pará. Quando criança começou seus primeiros traços nos talões de cheque do seu pai (e por essas travessuras ouviu muito frases do gênero: Não faz isso, menino!). Seu primeiro contato com o Design aconteceu de forma inusitada em 1996, ainda em Monte Dourado, criando uma estampa e pintando camisetas para um grupo de amigos chamado Os Mutantes, usando a técnica do estêncil. Passados dois anos ele chega a Macapá e começa a trabalhar em uma serigrafia onde finalmente realiza um sonho: trabalhar com Silkscreen (processo de impressão onde a tinta é refluída através de uma tela preparada). A partir daí teve o seu primeiro contato com a Comunicação Visual e não parou mais. 

Antes de ingressar nas artes gráficas passou um bom tempo como freelancer (profissional independente) desenhando para alguns estúdios de tatuagem e expondo suas ilustrações em mostras individuais e coletivas com o Grupo Urucum de artes plásticas, onde ficou algum tempo como convidado. 

Em 2003 entrou na empresa MAX3, hoje SpeedMax, trabalhando com serigrafia. Assumiu em 2004 o setor de criação e arte-finalização até 2010, quando a empresa se dividiu e formou a REX comunicação visual onde trabalha atualmente como designer e se aperfeiçoa na carreira de direção de arte.

Pois é, a imaginação do rapaz é fértil...

Aqui, ele comenta alguns trabalhos:




  

Esta é uma das ilustrações que estará no encarte da banda Anonymous Hate, trata-se do ditador do Camboja Pol Pot, do Khmer Vermelho, mais conhecido por ser responsável pelo genocídio cambojano.

Primeiro desenhei a lápis no papel , depois digitalizei e colori usando o Photoshop (programa de edição).







Esta é uma publicação na revista ZUPI Erotika 2011. Consegui através de concurso no site da revista. Usei lápis aquarelável.







O cartaz foi um trabalho recente pra divulgar um evento, que antecedera o festival The Dead Shal Rise, com bandas de metal. A ilustração foi feita em cima de uma foto do guitarrista Zakk Wylde, que estava com a mão sangrando no show (detalhe: ele não parou de tocar por conta disso).








Nota-se que suas obras possuem uma linguagem, digamos, dark e de fato delirante, no entanto ele afirma não ter um estilo definido. De qualquer forma, são ótimas ilustrações. Rogério fantasia episódios e depois, com extrema atitude, transfere para o papel a boa combinação de imagens e tipografia. O resultado é o melhor!


Fizemos uma mini entrevista com Rogério, veja: 

Auto-rogério?

“Gosto de praticidade. Lidando com todo tipo de cliente aprendi a ser bem direto e prático nas decisões a tomar. Não tenho um estilo definido, procuro usar técnicas e escolas diferentes. Ultimamente tenho procurado desenhar bem mais. Gosto de ter algo orgânico em meus trabalhos”.

 Cabeça ferve de ideias quando?

“Quando ouço musica, quando vejo filmes, quando ando na rua, quando estou com amigos, quando vejo nossa política e “políticos”... Tudo me inspira! Caos urbano, arte de rua e fotografia é uma vasta rede visual que oferece suporte para o meu trabalho”.

 Aperta o olho quando?

“Vejo uma cor no lugar errado (risos). Sério, tem layouts que recebo e vejo que realmente o cliente não tem razão. Nenhuma”.

Cara feia para?

“Injustiça. Cara feia para nossa política corrupta, para o descaso. As pessoas se preocupam tanto, mas se deixam enganar por essa corja que está no poder. E ainda ficam fazendo “lobe” para partidos e militâncias... Detesto política. Mesmo dependendo dela, detesto! ”

Info bônus ?
“No momento estou trabalhando a ideia de abrir minha estamparia, uma marca de camisetas com temas voltados principalmente ao terror e bandas locais com quem trabalho - pra suprir essa parte de merchandising que é bem falha aqui. E quem quiser conferir meus trabalhos e experiências com design é só dar uma espiada no: www.flavors.me/nomedarts



Elisama Jamilie (nova colaboradora do blog)