14 de abril de 2010

TRIturador: Duas opções de passeio noturno e a resenha do EP da Intruhder

Em comemoração ao dia do beijo, o Eu sou do Norte oferece todo o seu amor em mais uma coluna TRIturadora e desta vez, está tudo misturado. São três resenhas. Duas falando sobre lugares para se passear e uma sobre o aguardado EP da banda Intruhder. Leiam:

 
Espaço Aberto: O Espaço Aberto surgiu na primeira metade de 2009. A intenção geral é que o local se tornasse uma opção barata, viável, acessível e, consequentemente, aberta para todos os tipos de público. Seguindo esta filosofia, o local realizou eventos movidos a poesia, musica violão & voz, bicho-grilagem e regado com pouca cerveja e vinho cantina da serra. O local não possuía cadeiras suficientes e muito menos alvará de funcionamento. No entanto, estes detalhes não eram dignos de nota, afinal, a idéia que movia as engrenagens do espaço aberto eram realmente bonitas e inspiradoras. Observar o local por meio dos critérios de um bar comum era desleal. Porém, a idéia inicial durou apenas 3 edições. O local fechou, abriu, mudou de local e abriu de novo com outro preço e outra idéia. Hoje, o preço médio do Espaço Aberto é no mínimo 3 reais. O coletivo palafita organiza a programação de sexta com bandas de rock locais( que devem tocar baixinho para não incomodar os vizinhos), o cliente (que também deve falar baixinho por causa da vizinhança) deve se conformar com um espaço apertado, quente, escuro(o que impossibilita a leitura de poesia), sem segurança e ainda regado a cantina da serra. Os critérios que não deviam ser utilizados para avaliar, agora podem ser usados. Uma vez que o local não permite a entrada de bebidas de outros estabelecimentos e já pode ser considerado um bar. Só falta alvará.

Formigueiro -Largo dos inocentes: Já foi um cemitério de crianças. Daí o nome. O local que se localiza atrás da igreja de São José tem duas fases de funcionamento. A primeira e mais segura, são as programações da confraria tucuju.Sempre pontuais e de boa qualidade e com uma grande variedade de atrações. A confraria existe desde 8 de junho de 1996 e organiza diversos eventos no local em datas comemorativas e outras coisas.


Assim que os membros da confraria tucujú deixam o local, o formigueiro deixa de ser policiado e começa a encher de elementos que perturbam a paz de quem quer apenas sentar e beber.O local merece mais atenção. Os bancos de concreto estão quase todos quebrados e os de madeira são inexistentes. O lugar fede a urina. Mesmo assim,é recomendadissimo para quem precisa sair e, realmente não tem um centavo.


Intruhder (2010): O primeiro EP da banda de white/metalcora/trash/sei-lá-o-quê Intruhder possui uma bela arte.Bem escura, a capa, semioticamente, evoca a presença de bichos feios, demônios e a escuridão no geral. No entanto, a banda não fala sobre isso. O mesmo vale para o som que é bastante brutal e pesado. Essa contradição da mensagem x formato é a principal discussão a respeito do uso do metal para este tipo de intuito. Uma discussão que só pode ter fim quando “Deus”, o principal interessado no produto que o white metal produz, descer do céu e escrever um artigo sobre as suas preferências musicais.

Tecnicamente, o EP da Intruhder tem diversos problemas e é bastante cansativo. A introdução( ou intruhdução) é a única música que não soa parecida com as outras. O vocal parece revezar entre patos e cachorros em um canil-chiqueiro abandonado e castigado por uma chuva de granizo. O instrumental tem impacto apenas nas duas primeiras músicas, depois soa lugar-comum demais. Deus merecia algo melhor. Nós também.


Leia a opinião do nosso colaborador Felipe Façanha nesse link


Sites Pesquisados:

www.coletivo-palafita.blogspot.com

www.overmundo.com.br

www.confrariatucuju.com

Fotos:

Intruhder: Arte do EP

Espaço aberto: Perfil do orkut

Largo dos inocentes: Blog da Alcinéia Cavalcante
 

Igor Reale

10 comentários:

Unknown disse...

Não gosto muito de metal core, sinceramente essa resenha é ridícula, e alcansou muito bem o objetivo de avacalhar com o metal sendo ele white ou black

Anônimo disse...

acho muito interessante resenhar um ep de banda local, no entanto acho que deveria se ater a questões técnicas e não ideológicas, se fala de Deus o do diabo é questão ideológica, se for uma análise técnica acho muito mais proveitosa e sensata, quanto aos comentários de Felipe façanha, acho desnecessário sobre o assunto, já que é conhecido por muitos o ódio mortal que ele tem do chamado "white metal", falem do aspecto musical somente pra não misturar as coisas, é só uma opinião, valew!

Arleson disse...

N axo que foi falado só da religiaum. A rezenha falou dos dois lados do tecnico e da parte da religião.axu que ler tudinho faz bem. abs.parabens pelo blog.

Felipe Façanha disse...

Primeiro anônimo para mim não é gente... então nem levar em conta essa comentário. Segundo, se lerem bem iram ver que não foi dito apenas sobre a questão religiosa,falei também sobre a sonoridade da banda, para mim mesmo ela sendo extrema acharia uma merda, o som é ruim mesmo... realmente não deve ser misturado a religião com musica com musica extrema, é nítido que isso é contraditório, e já ta no texto, não explicarei novamente, tem. Só por que tenho um suposto ódio pelo metal cristão não significa que minha opinião não deva ser levado em conta pois eu tenho minhas justificativas baseadas tantos nos dogmas cristãos como na ideologia do metal. Baseado nisso é aquela velha historia, óleo e agua não combinam, mas cabem no mesmo recipiente, agora bebi quem quer,ai vai da tua cabeça fraca ou forte para aceitar isso goela abaixo. Abraços

Raoni Holanda disse...

igor deveria ter uma emissora só pra ele. fato. seria o silvio santos gordo gay do amapá (tão louco quanto o dono da telesena).
e TUDO, repito, TUDO que vem de "deus" é um saco. fato. com todo o respeito aos ignor... cristãos.

Descendo o Saravá disse...

metal com tecnica é coisa pra viado,irmão...pra quem passou a vida no conservatorio se escondendo de mulher..Metal tem que ter peso,porrada,violencia,mosh. Metalcore em si ja é avacalhado,tratando-se da intruhder,extrapola os padrões. A resenha ta boa sim,embora meio tendenciosa...mas a banda é mais ainda,então ta tudo na mesma casa.

Elton Tavares disse...

Gosto de muita coisa velha, inclusive metal, mas as paradas de hoje conseguem superar todos os recordes da chatice universal, são todos muito parecidos. Os músicos são geniais, mas as músicas são um pé-no-saco! Gosto mais do Massacration. Falando no Massacration, as maiores influências da banda são Manowar e Angra. Bem, o problema é que com um disco fuleira, eles conseguiram resultados bem melhores do que os grupos que resolveram clonar. O disco do Massacration é ruim, mas serve para provar que existe algo de muito errado na cena metal. Quando o xerox é melhor do que o original talvez seja a hora de os metaleiros começarem a pensar em evoluir. Ou seja, se a frase preferida Massacration fosse seguida à risca: "morte a todos aqueles que tocam falso metal", não sobrava muita gente nesse estilo de música, seja White, Black, cristão ou herege. Peguem seus coturnos, roupas de tachinha e vão balançar a cabeça igual á um monte de idiotas (risos).

Marvin Cross disse...

Gostei da resenha só pq foi o Igor que fez.. kkk.. bem, sou cristão convicto, protestante mesmo e acho q pra minha personalidade o metal combina e muito. Não conheço o som da Inthruder, concordo com algumas coisas da resenha e dos comentários. Que Deus possa abençoar a todos!

Felipe Façanha disse...

POxa Marvin a resenha é minha =( .... hahahaha........ Pow Elton, Massacration nem deve ser considerado um metal, aquilo é mais uma putaria mesmo.. e eu gosto... e se tu for buscar conhecer de verdade o metal verá q tem muitas coisas distintas nos estilos... A resenha é tendenciosa sim, mas não mentirosa...

Mary Paes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.