3 de abril de 2010

TRIturador: Minibox Lunar, Stereovitrola e Big Muff

Essa é a nova seção do blog Eu Sou Do Norte que sempre lidará com o numero três de forma. Três resenhas, três objetos resenhados, três resenhadores e assim por diante. Nesse post, as bandas Stereovitrola, Minibox Lunar e Big Muff serão as escolhidas, devido ao seu tempo de trabalho, repercussão nacional ou outros fatores dignos de uma boa resenha.Bem, vamos lá:Big Muff; Album:Big Muff (2010): O vocalista Pit percebeu que nada adianta ser ridículo sozinho, por essa razão, ele reuniu mais três rapazes e criou a famigerada( e famosíssima) banda Big Muff. Depois de um bom tempo, gritando e mutilando músicas do Nirvana e outras coisas grunge, o rapaz decidiu gravar as suas próprias músicas. O resultado assusta um ouvinte despreparado e o mata do coração logo em seguida. São 5 faixas com letras tremendamente ridículas que garantem a nova banda, o título de pior EP da região norte. Caso, o internauta achar algo pior, favor enviar para o nosso email ou perfil do orkut.Nem tudo na banda é ruim. O instrumental que aparece em intervalos pequenos garante bons solos isolados de guitarra ou sei lá, algo decente com bateria e baixo. No entanto, a terrível voz do vocalista entra logo em seguida para lembrar que realmente isso não é musica.Depois de ouvir o album inteiro da banda, a pergunta da primeira faixa(quem será executado?") se torna bem fácil de responder.
stereovitrola; Album:No Espaço líquido(2009): A banda stereovitrola é o Adão do rock'n roll amapaense( não responderei quem é Eva.Não se façam perguntas bobas). O primeiro EP da banda me fez odia-la por um bom periodo da minha vida. Era rústico e não oferecia tudo o que a banda tinha a mostrar. Este segundo é bem diferente. Albuns de estúdio devem oferecer um atrativo a mais para o público, uma vez que os artistas não estarão presentes na casa do ouvinte e isso, a banda soube criar muito bem. Basta ver o instrumental eletrônico Na interzona que me lembrou uma época dourada na minha vida em que Brian Eno e suas esquisitices de música ambiente preenchiam minhas noites vazias. A banda mostra diversas influências de blá blá blá e blá. Coisas que eu realmente não entendo, não ouvi e jamais ouvirei devido a minha falta de saco. No entanto, se for a stereovitrola for a síntese de tudo isso, já vale a pena.
Minibox Lunar, Album Homônimo(2009): A banda mais famosa do estado do Amapá lançou no ano passado, um cd com 10 faixas. O album é de uma perfeição técnica invejável. A banda possui os melhores instrumentistas do Amapá, isso se reflete no som limpido e absurdamente sem erros que o album envia para o ouvinte. As vozes das vocalistas, apesar de baixa demais , tambem é bom aditivo ao produto. Mas existe um problema nisso tudo e o problema não é exatamente técnico e sim relacionado diretamente ao tema que a banda escolheu.

A psicodelia da banda está descontextualizada. Os tempos de hoje são diferentes, sombrios, traiçoeiros e isso se reflete diretamente no consumidor de rock'n roll que simplesmente se tornou cínico e pessimista demais. Nos anos 60, os heróis do estilo eram grandes guitarristas fodões, malucos e coloridos como Jimi Hendrix. O ultimo herói que nós presenciamos morreu com um tiro de rifle na cabeça, tinha depressão e se vestia como um mendigo. Nada psicodélico, nada animador. O último navio partiu e todos estão presos nesse mundo de merda. Por essa razão, a Minibox Lunar e outras bandas de tema semelhante soam como um cego, vestido de colorido, dançando em um campo de concentração, perto de um buraco cheio de corpos.


Crédito das fotos:

stereovitrola: Daniel Nec
Minibox lunar: Alexandre Brito
Big Muff: André Renato

15 comentários:

Anônimo disse...

òtimo texto! Pensei que iam puxar saco da duas últimas bandas, mas foram sinceros. Parabéns.

Anônimo disse...

Do caralho essas resenhas. Parabéns mesmo!

Anônimo disse...

Saca porra nenhuma de musica! texto fraco de menino mimado....muito ruim mesmo!

Elton Tavares disse...

Odeio anônimos, rs.

Elton Tavares disse...

Odeio anônimos, rs.

Camila Karina disse...

"Anonimos", vocês tem que sair dessa, nós aqui do blog assinamos com nossos nomes os textos. É muito fácil vir aqui, comentar qualquer coisa e "esconder a cara" não? Coloquem a cara a tapa também.

Igor Reale disse...

Sou mimado mesmo. Minha mãe e o meu pai me criaram em uma redoma de riqueza e maravilhas.Mais sobre a minha criação e a minha tristeza existencial em www.mortoseferidos.blogspot.com

Camila Karina disse...

Como se isso tivesse a ver com entendimento musical não? Mas já que tu és mimado, vou parafrasear a Popis (do Chaves): "Conta tudo pra tua mãe igor!!!"

ehehhehe

SoMuchPower disse...

De fato, concordo com a maioria das criticas da resenha q mesmo de um jeito meio radical são todas verdades

Lulih Rojanski disse...

Eu posso até não compartilhar das opiniões sobre as bandas, alíás, adoro a Minibox... mas as resenhas são bem escritas e criativas.
Um abraço a todos!

Ellen Ribeiro disse...

Realmente, a resenha está muito bem escrita, rica em detalhes e realista. Há muito por se conhecer em termos musicais, mas o pouco que temos, já demonstra nossa capacidade artística para desenvolvermos muito mais no cenário amapaense..
Vlws e Parabéns

Descendo o Saravá disse...

igor,eu te amo,tu sabe disso

Raoni Holanda disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! ai caralho, lembro do tempo em que éramos apenas eu, o adnoel, o igor e uma mesa de bar falando mal de todas as coisas que se moviam em macapá. agora ele escreve essas loucuras em blogs e as pessoas, por incrível que pareça, LÊEM e COMENTAM.
este e um mundo estranho.
vamos mantê-lo assim.

Unknown disse...

O primeiro anônimo foi meu, não sei pq saiu assim.

Anônimo disse...

Acho os comentários tendenciosos, sem imparcialidade e o gosto pessoal do autor da resenha interfere muito em seus textos. Sinceramente, não levo muito a sério essas resenhas. Minha opinião, claro...